Superação da Síndrome de Asperger   Leave a comment

Clay Marzo é um dos surfistas mais brilhantes da atualidade. portador de Síndrome de Asperger, um tipo de autismo, cada dia se supera. A cada dia se torna melhor. Ao invés de se isolar ou deixarem ele isolado do mundo, Clay busca incansavelmente novos tratamentos. E ajuda outras pessoas com problema de autismo a se tornarem melhores.

Publicado 23 de março de 2011 por Dr. Tarcio em Síndrome de Asperger

Exercício reduz o desejo de fumar maconha   Leave a comment

O exercício parece ser uma técnica eficaz na redução da cannabis em pessoas que não querem parar. A constatação vem de uma investigação da Universidade Vanderbilt estudando os usuários pesados ​​de maconha.

Abuso, dependência e as complicações da maconha aumentaram em todos os grupos de idade na última década no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, as admissões para tratamento de dependêntes de cannabis aumentou de 7 por cento das admissões para tratamento de dependências em 1998 para 16 por cento até 2009.

Exercise Reduces Urge to Smoke MarijuanaNo estudo, os participantes tiveram uma diminuição significativa nos seus desejos e de uso diário, após apenas algumas sessões de corrida na esteira. Doze participantes do estudo (8 mulheres) foram selecionados por terem atendido os critérios para a "cannabis-dependente" e não queria tratamento para ajudá-los a parar de fumar maconha.

Durante o estudo, seus desejos e uso de cannabis diminuiu mais de 50 por cento após o exercício em esteira durante 10 sessões de 30 minutos durante um período de duas semanas. O uso de maconha caiu após as cinco primeiras. A redução máxima ocorreu já na primeira semana.

Esta é a primeira vez que foi demonstrado que o exercício pode reduzir o consumo de cannabis em pessoas que não quero parar.

Pesquisadores estão tentando compreender o que o exercício faz para o cérebro diminuir o desejo de fumar maconha para poder  utilizar o exercício como uma modalidade de prevenção e tratamento. Além disso, os exercicíos tem vários outros benefícios para a saúde mental e física.

Não há maneira para tratar a dependência de cannabis com medicamentos. Assim, os exercícios regulares são de grande ajuda, considerando a magnitude do problema do uso de cannabis no Brasil o no mundo.

Publicado 11 de março de 2011 por Dr. Tarcio em Álcool e drogas, Maconha

Bebida alcoólica e o sono das mulheres   1 comment

O consumo da bebida faz com que ela acorde mais vezes durante a noite

Sono leve: ao consumir bebida alcoólica à noite, a mulher tem dificuldades em entrar no sono profundo e acaba acordando mais vezes durante a noite

Consumir bebida alcoólica à noite, a mulher tem dificuldades em entrar no sono profundo e acaba acordando mais vezes durante a noite.

Quando se espalha pela corrente sanguínea, o álcool envia sinais de alerta para o cérebro, avisando que é hora de acordar.

As mulheres são mais propensas a terem uma noite de sono conturbado depois de ingerir bebida alcoólica, quando comparadas a homens.

Entre as queixas mais frequentes relatadas pelas mulheres, estavam cansaço pela manhã, baixa qualidade de sono e visão embaçada após o despertar.

Isso significa que beber uma taça de vinho para relaxar e pegar no sono pode ser uma péssima ideia. De acordo com o estudo realizado pela Universidade de Michigan, mulheres que consomem bebida alcoólica antes de dormir acordam mais vezes durante a noite e perdem cerca de 20 minutos de sono.

Esse tempo até não parece uma grande perda. Mas a mulher precisa de 20 minutos a mais de sono por noite do que o homem.

Quando se espalha pela corrente sanguínea, o álcool envia sinais de alerta para o cérebro, avisando que é hora de acordar. Assim, o sono acaba tendo ciclos desregulados e a pessoa tem dificuldade para permanecer na fase REM, considerada a fase do sono profundo. Os pesquisadores suspeitam ainda que a maior sensibilidade feminina à substância deve-se à interação do álcool com os hormônios e a sua ação no metabolismo.

Publicado 20 de fevereiro de 2011 por Dr. Tarcio em álcool, Insônia

Compra Compulsiva   1 comment

• O que é
É um excesso de preocupações e desejos relacionado ao comprar. A pessoa que compra compulsivamente apresenta um comportamento de descontrole com relação às compras e ao gasto de dinheiro. Compra para lidar melhor com as próprias emoções. Por exemplo, se está triste, vai comprar para ficar feliz; se tem uma reunião no trabalho, vai comprar uma roupa nova, ou seja, há sempre uma justificativa para ir às compras. Dessa forma, tenta mascarar seus sentimentos verdadeiros (tristeza, raiva, ansiedade, etc.) com o prazer que sente ao comprar.
Como essas pessoas compram muito, costumam mentir sobre o que compram, quando compram, quanto gastaram, pois há sempre alguém dizendo que estão gastando demais. Algumas vezes podem chegar a roubar, falsificar assinatura de cheque ou cartão para conseguir crédito para comprar. Muitas vezes tentam controlar seus gastos, diminuir as compras, mas não conseguem, se sentem frustradas e incapazes de lidar com essa situação exagerada de comprar. E, ao longo do tempo, percebem que vão comprando cada vez mais coisas para atingirem a sensação de prazer.
• Por que ocorre
Alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento da compra compulsiva incluem desde fatores biológicos e psicológicos até os socioculturais, considerando uma sociedade que estimula a troca rápida de bens de consumo. Famílias de compradores compulsivos geralmente têm outros integrantes que apresentam falta de controle do impulso de comprar, ou de jogar, ou mesmo a dependência química. Também existem alguns estudos que apontam para uma baixa ação dopaminérgica, a chamada Síndrome da Deficiência do Sistema de Recompensa Cerebral, causando esse descontrole.
Na questão comportamental prevalece o fator da baixa autoestima, pessoas com uma identidade frágil que se apoiam na compra de objetos, roupas, acessórios, para mostrarem quem são ou aumentarem sua autoestima. É o que costumamos chamar de ‘Ter’ para ‘Parecer Ser’.
• Identificação do problema
Observe se a pessoa perde o controle nas situações de compra, verificando se ela apresenta preocupações excessivas com o ato de comprar, tentativas frustradas de diminuí-las, sentidas como um impulso sem controle ou a simples inabilidade de resistir a qualquer objeto de desejo. Perceba se a pessoa compra para buscar prazer, se ao comprar demonstra satisfação e alívio, e mais tarde arrependimento, culpa, sensação de fracasso ou ansiedade.
Verifique se a pessoa passa a ter prejuízos financeiros causados pelo endividamento, falha em cumprir compromissos pessoais e se recorre a mentiras para minimizar o envolvimento com as compras. E, finalmente, se persiste no comportamento de comprar compulsivamente, mesmo diante de muitos prejuízos.
• Tratamento
O tempo do tratamento vai depender muito de cada pessoa, dos problemas emocionais envolvidos, da sua motivação para se tratar. É muito comum pessoas que fazem compras compulsivas também apresentarem problemas como ansiedade, depressão e alteração do humor. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico e o psicoterápico.
Na psicoterapia, por exemplo, a pessoa vai poder rever a forma como lida com as suas emoções, perceber o papel “funcional” do dinheiro na sua vida, estabelecer um novo padrão de comprar, etc. Algumas vezes é necessário contar com a ajuda dos familiares, reduzir o acesso ao dinheiro, estabelecer metas para resolver os problemas financeiros, entre outras providências.
• Profissional pode ajudar
Você deve procurar ajuda do psiquiatra. O psiquiatra irá fazer a avaliação do quadro e verificar a presença de depressão, ansiedade, humor e questões emocionais que estão relacionadas ao comportamento do comprar compulsivo. Medicação e e terapia apresentam excelentes resultados no tratamento de compradores compulsivos. Ajuda a pessoa a identificar os pensamentos que influenciam o desejo de comprar, e promover a mudança do comportamento, lidando e evitando as situações que aumentam o desejo de consumo

Publicado 6 de janeiro de 2011 por Dr. Tarcio em Ansiedade, Compulsão

Depressão nas festas do final de ano   2 comments

natal (3)As festas de final de ano são grandes potencializadoras das emoções. Assim, facilmente leva a um quadro depressivo nas pessoas que estão mais fragilizadas emocionalmente. Ou podem agravar os sintomas naqueles que já convivem com a depressão.

Parece estranho como festividades e suas expressões reconhecidamente felizes são capazes de “maltratar” as pessoas.

O natal está cheio de fatores afetivos fortíssimos como a reunião de família, prestígio entre as pessoas, expectativa dos presentes (que compramos e vamos receber), recordações da infância, os próprios enfeites de natal, as nossas realizações e tantas frustrações do ano. As festas do final de ano são, de todas comemorações, a mais emocionantes.

Por conta disso, precisamos estar atentos como estamos vendo e sentido as nossas emoções nesses dias.

Cada vez mais o espírito natalino não é visto como o nascimento de Cristo e, sim, como mais uma data onde não se pode esquecer de comprar o presente do filho, dos pais, do companheiro, do amigo e assim por diante. Ir às compras, ao invés de ser um prazer, pode ser um grande estresse. Seja pela quantidade de gente comprando, seja comparando o que os outros compram que não podemos comprar. Quer dizer, o que importa é o bem material, o que você pode oferecer financeiramente, o quanto você vale em dinheiro, e não o que se tem de sentimento, de amor e companheirismo. Isso causa angústia e ansiedade, frustração e depressão. Chega-se ao ponto das pessoas ficarem exaustas e mal humorados já alguns semanas ou dias antes do natal. Assim, facilmente um quadro depressivo se instala. A pessoas passam a não querer participar das comemorações do final de ano, tornam-se isoladas, facilmente choram, pedem para que o natal e ano novo passem logo e que ninguém ligue para elas. Acha que no ano seguinte tudo irá melhorar. Janeiro começa e a depressão só se agrava, precisando logo iniciar um tratamento médico.

O natal e as comemorações do final de ano mudaram. Agora, mais do que nunca, precisam ser repensadas para serem vividas com expectativas mais viáveis de uma experiência que nos traga esperança, felicidade e sossego no coração.

Publicado 14 de dezembro de 2010 por Dr. Tarcio em Depressão

Deprimidos sentem-se melhor com bebidas álcoolicas   1 comment

alcoolismo7Pessoas deprimidas sentem-se melhor com o álcool. Mas o álcool é um mau antidepressivo e tranqüilizante. Ele tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes. Álcool piora a depressão. A pequena euforia que caracteriza o pilequinho é sintoma do início da depressão do sistema nervoso central. A autocensura some momentaneamente, dando uma sensação de bem-estar. Entretanto o resultado final é um indivíduo mais infeliz. E muito mais deprimido.

Publicado 13 de dezembro de 2010 por Dr. Tarcio em Álcool e drogas, álcool, Demência

Políticas públicas da saúde mental   Leave a comment

Artigo escrito por Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria

Em novembro, o Ibope realizou pesquisa em que perguntava: “Se você pudesse se encontrar com o presidente eleito por cinco minutos, o que você pediria a ele para você mesmo?”
Dos entrevistados, 56% responderam que reivindicariam melhorias na saúde. Foi o maior índice verificado pelo estudo. Isso reflete a realidade da saúde pública no país, que sofre com falta de recursos e má gestão.
esgesNo caso da saúde mental, que igualmente enfrenta essas mazelas, há um complicador. A orientação das políticas públicas na área é equivocada e o sucateamento da rede de atendimento é patrocinado pelo próprio governo há 20 anos. Ditados por devaneios ideológicos e interesses corporativistas, “militantes da saúde mental” influenciaram o Ministério da Saúde a adotar uma linha que pretende reclassificar os transtornos mentais como problema social e não médico. E, ao negar a doença, justificam seu real objetivo de extinguir ferramentas terapêuticas e afastar os médicos da assistência.
Entre 2001 e 2008 foram suprimidos mais de 17 mil leitos psiquiátricos no país e esse desmonte continua ao ritmo de 2 mil leitos/ ano. Isso não ocorre por falta de verbas, mas por um planejamento voluntário que condena a psiquiatria e os psiquiatras. Atualmente, as políticas públicas de saúde mental são orientadas para ignorar os conhecimentos técnicos e as evidências científicas e querem convencer o brasileiro de que o doente mental não precisa de tratamento. Há a intenção de transferir a atribuição de curar os doentes dos médicos para os movimentos sociais, além de responsabilizar as famílias. Por trás dos slogans, é disso que se trata a chamada “reforma psiquiátrica”. Neste momento é fundamental exigir que a assistência em saúde mental volte a ser baseada em informações técnico-científicas para beneficiar a população.

Publicado 4 de dezembro de 2010 por Dr. Tarcio em Política de Saúde Mental

Estresse pós-traumático pela violência no Rio de Janeiro   Leave a comment

images (1)Vivemos evitando a violência. Quando ela se aproxima, temos reações distintas, mas sempre de defesa. Nos últimos anos, houve crescimento do transtorno de estresse pós-traumático, antes só desenvolvidos em homens que participavam de guerra.

Com a violência do Rio de Janeiro nas últimas semanas, essas taxas devem aumentar muito naquela cidade. Um exemplo disso é o medo das pessoas nas ruas, que pode ser de uma simples ansiedade a ataques de pânico. Outras manifestações são comportamentos para de se proteger como usar coletes a prova de balas a outros estranhos como pintar o carro como na foto.

As academias de luta afirmam que grande parte das pessoas que a procuram tiveram um grande trauma de agressão na cidade, como assalto, sequestro ou tiroteio. O objetivo é sentir alívio dos sintomas do estresse pós-traumático atráves da idéia de que aprendendo a se defender ficarão mais seguras.

O Transtorno de estress pós-traumático é uma reação do organismo parecida com o pânico, porém ocorre como uma reação a acontecimento inesperado, ameaçador, imprevisível e traumático. Os sintomas de forte ansiedade permanecem meses ou anos após o trauma. 

noe-asj (2)Uma característica marcante são os “flash backs”. A pessoa inesperadaemnte tem a sensação de estar vendo ou vivenciando a mesma situação traumática, como uma cena de filme, seguido de forte ansiedade e depressão.

Com o passar do tempo, o paciente com estress pós-traumático desenvolve um estado depressivo crônico com apatia, irritabilidade, desinteresse, diminuição de memória e culpa. Qualquer coisas que lembra a situação desencadeante pode causar ataques de ansiedade. Assim, passa a evitar situações que possam lembrar o evento que provocou o trauma.

O quadro se não for tratado evolui com diminuição de rendimento escolar e profissional, isolamento social, desesperança com relação a planos de vida de antes do evento traumático, uso e abuso de álcool e outras drogas.

Pessoas apresentando sinais desse transtorno deveriam ser encaminhadas rapidamente para um serviço de Saúde Mental. Estratégias de suporte emocional deveriam fazer parte de ações de grande porte da polícia como essas últimas.

Infelizmente, esses quadros não são bem aceitos e compreendidos pela sociedade e familiares, com aumento do sofrimento pelo paciente.

A taxa de suicídio é grande nos casos que não recebem tratamento, como demonstra os dados dos soldados que foram para o Iraque. E como teremos no Rio de Janeiro.

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Riscos de parar antidepressivos   3 comments

Os paciente não devem parar de de tomar a medicação antidepressiva sem primeiro consultar o seu médico. Segundo um estudo recente, há vários riscos envolvidos na retirada antidepressivas rápidas. Súbita retirada de antidepressivos não apenas resulta nas manifestações de sintomas de abstinência, mas também aumenta o risco de ter recaídas da depressão.

Da mesma forma que os pacientes não devem tormar medicação por conta própria, antidepressivos somente devem ser retirados com orientação de um especialista.

A pesquisa com 398 pacientes diagnosticados com um transtorno depressivo maior, transtorno bipolar e transtorno do pânico que estavam tomando antidepressivos, 188 pararam de tomar os antidepressivas rapidamente (em 7 dias ou menos). 210 pacientes fizeram descontinuação gradual ou lenta (em 14 dias ou mais). Depois foram então acompanhados por quase três anos.

O grupo que parou rapidamente de tomar os medicamentos antidepressivos teve maior risco de novos ataques de pânico ou de episódios de depressão. Este achado foi semelhante ao de estudos anteriores feitos em pacientes esquizofrênicos que interrompeu abruptamente a terapia com anti-psicóticos e pacientes com transtorno bipolar que rapidamente interromperram o uso de lítio. Esses paciente apresentaram recaídas ainda mais grave e a recorrência da doença, e em intervalos mais curtos do que o esperado.

Esses dados tem implicações importantes na evolução quadro clínico.

Assim, é  melhor consultar o seu médico antes de pensar em parar sua medicação. Isso pode levar a manter a melhora do quadro e evitar cronificação e agravamento da depressão.

Publicado 25 de novembro de 2010 por Dr. Tarcio em Antidepressivos, Depressão

Médico de SUS é mazoquismo?   Leave a comment

Trecho retirado e adaptado de http://www.cremepe.org.br/leitorNews.php?cd_noticia=4125

… várias unidades de saúde passíveis de interdição. A novidade encontrada nos serviços de saúde é a intervenção dos gestores no trabalho e na autonomia do médico maculando nosso Código de ética Médica.

A classe médica no Brasil vive uma realidade adversa. A sobrecarga de trabalho é o reflexo da falta de investimento do poder público que se ausentando da sua responsabilidade deixa o profissional médico atuando além dos seus limites físicos e emocionais. A baixa remuneração, a defasagem dos honorários médicos e a interferência de planos de saúde na relação médico – paciente na medicina suplementar obriga – nos a escalas exaustivas de trabalho. O profissional médico de hoje possui três a quatro empregos, interferindo diretamente na sua qualidade de vida. As doenças profissionais fazem parte do nosso dia-a- dia.

médico tem o papel fundamental na sociedade e na saúde pública…

Só que os médicos estão assim…

30% dos médicos em Recife estão deprimidos -http://www.cremepe.org.br/leitorNews.php?cd_noticia=4026


Publicado 23 de novembro de 2010 por Dr. Tarcio em Sistema de saúde

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